Nosso pensamento
volta 2.000 anos no tempo. Quase podemos ver aquela pequena cidade de
Ain-Karin, distante 15 km
de Jerusalém e cerca de 100
Km de Nazaré. Nas encostas da montanha ficava a casa de
um casal em festa:
Isabel e Zacarias que esperavam seu primeiro filho, João
Batista. Isabel era prima de Maria e já tinha uma certa idade. Precisava de
ajuda pois se aproximavam os dias em que teria que dar à luz. Maria num gesto
bonito de solidariedade sai de Nazaré e faz a longa caminhada para servir
Isabel. No ventre de Maria já estava o menino Jesus. Que cena bonita o encontro
das duas primas. É o primeiro abraço de Jesus com seu precursor, João Batista.
O menino estremece de alegria no ventre de Isabel e ela fica cheia do Espírito
Santo e começa a rezar, louvar, dar glórias a Deus. Maria ouve sorridente, mas
em silêncio. Entre tantas preces Isabel diz em alta voz: “Bendita é tu entre as
mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre!” A Igreja preservou a memória
destas palavras na ave-maria. Todos os dias rezamos o mesmo louvor. Seria
interessante voltar nosso pensamento para o abraço cheio de ternura com que a
frase foi proclamada. Maria também nos visita com sua prece, sua intercessão.
Precisamos estar cheios do Espírito Santo para rezar esta prece com sinceridade
de coração.
Um pouco mais adiante Maria rompe o silêncio e faz sua prece em canção. O
evangelista São Lucas tentou recompor este canto juntando uma série de trechos
bíblicos que conhecemos como Magnificat (Lc 1, 46-55). Foi uma tarde de louvor.
Em sua oração Maria
profetiza: “Sim, doravante todas as gerações me chamarão de bendita!” Nós
fazemos parte desta geração que chama Maria de bendito. Fazemos isso toda vez
em que rezamos a ave-maria. É certo que alguns cristãos preferem se excluir
desta geração profetizada por Maria. Desta maneira se excluem desta profecia
bíblica. Excluem tudo aquilo que se refere a Maria. A isto chamamos de
minimalismo mariano. É um erro que devemos evitar.
Mas é importante dizer também que a devoção mariana não é um fim em si mesma. A própria
ave-maria não estaciona no louvor à Mãe de Deus. Aponta um pouco mais adiante
para Jesus! Maria é o sacrário onde habita o Senhor. Existem cristãos que estão
de tal forma apegados a uma devoção mariana exagerada que chegam a colocar
Maria no lugar do próprio Deus. A isto chamamos de maximalismo mariano. É um
erro condenado pela Igreja Católica. Quando recebemos o abraço de Maria sempre
ficamos cheios do Espírito Santo e sentimos a presença de Jesus. Isabel é um
bom exemplo de como deve ser a corrreta devoção mariana: simples, sábia,
serena, saudável!
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