9 livros católicos que podem te ajudar a alcançar a santidade

 


Criar uma lista de livros católicos essenciais é uma tarefa impossível, "a menos que seja um teólogo com uma memória prodigiosa” e tenha “tempo suficiente para ler” a grande quantidade de obras importantes para a Igreja publicadas ao longo dos anos, afirmou recentemente no blog no National Catholic Register Kevin Di Camillo, professor de literatura inglesa na Universidade de Niágara.

No entanto, é possível fazer uma lista que, embora esteja incompleta e omita obras importantes como as Confissões de Santo Agostinho ou a Suma Teológica de Santo Tomás de Aquino, pode ajudar muito ao crescimento espiritual de quem deseja alcançar a santidade.

1. Os Evangelhos

A primeira coisa que um católico precisa ler são os quatro Evangelhos presentes nas Sagradas Escrituras. Para quem não tem tempo, é recomendável começar pelo Evangelho de Marcos, pois é o mais curto e a linha de ação é rápida e agitada.

É importante lembrar que este Evangelho não inclui a história do Nascimento de Jesus como em Mateus e Lucas, nem contém a incrível poesia do início do Evangelho de São João; no entanto, se nunca leu os Evangelhos do início ao fim, ler São Marcos é um bom primeiro passo.

2. O Catecismo da Igreja Católica

O segundo livro essencial é o Catecismo da Igreja Católica. Este é um dos documentos "finais" do Concílio Vaticano II (1962-65) que só foi publicado quase 30 anos após o término deste importante evento.

A estrutura deste livro reduz quase todos os temas importantes para os católicos a pequenas leituras. Se mesmo assim ainda for difícil de digerir, é possível ler o Compêndio Abreviado do Catecismo da Igreja Católica; que é ainda mais fácil do que o Catecismo original.

Os mais jovens e as crianças podem ler o YouCat, que é o Catecismo apresentado numa linguagem ainda mais simples e com imagens de apoio.

3. A Imitação de Cristo

A terceira obra essencial é A Imitação de Cristo, um clássico de Thomas de Kempis escrito há mais de 500 anos e que é considerado o segundo livro mais vendido de todos os tempos, depois da Bíblia. A obra é composta por quatro livros onde o autor traça o progresso da alma até e incluindo sua união com Deus na Sagrada Comunhão.

4. Vidas dos Santos

As Vidas dos Santos, escrito por Alban Butler, ocupa o quarto lugar. Existem várias versões deste livro, como a edição de 12 volumes da década de 1980 ou a edição de quatro volumes na qual cada livro tem literalmente o tamanho de um tijolo. No entanto, também existe uma versão mais curta, de 1991, feita por Michael Walsh.

A edição de Walsh foi habilmente resumida e, embora não seja "completa", pelo menos fornece uma boa mostra representativa de 365 santos, principalmente da Irlanda, Escócia, Inglaterra e País de Gales.

5. O Saltério ou Livro dos Salmos

A pessoa que chamou o Livro dos Salmos de "Livro de Oração de Jesus" realmente não estava errada. É o primeiro livro das "Escrituras" (Kethubhim ou Hagiographa), ou seja, a terceira seção da atual Bíblia Hebraica impressa. Contém 150 salmos, divididos em 5 livros; junto com quatro doxologias e os títulos da maioria dos salmos

Existem versões de diferentes tamanhos e apresentações, incluindo uma versão "para cantar", já que os salmos podem ser cantados.

6. A Bíblia

Todo o conteúdo da Bíblia em si é fonte de sabedoria e é aconselhável a leitura de todos os seus livros. O site bibliacatolica.com.br permite a consulta de várias versões do texto bíblico traduzidas ao português.

7. O Manual de Indulgências

Este pequeno livro contém todas as maneiras pelas quais alguém pode obter uma indulgência parcial ou plenária.

8. O Pequeno Ofício da Santíssima Virgem Maria

Em um mundo ideal, todos os leigos católicos deveriam estar familiarizados com a Liturgia das Horas, também conhecida como Ofício Divino. No entanto, o Ofício da Santíssima Virgem Maria é uma boa introdução.


9. Suma Teológica

Santo Tomás de Aquino escreveu sua Suma Teológica entre 1265 e 1273, com o modesto propósito de fazer uma apresentação sucinta da doutrina sagrada aos iniciantes em Teologia. Quase oito séculos depois, “A Suma” tornou-se referência indispensável não só aos principiantes em Teologia e Filosofia, como também aos mais exímios filósofos e doutores da Igreja. 


Publicado originalmente em ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Nathália Queiroz.


8 chaves para ser obediente como São José na vida cotidiana



Por ocasião do Ano de São José convocado pelo Papa Francisco, Pe. Ronal Pulido Martínez, professor e formador do Seminário Inter-Missionário de São Luís Beltrão (Colômbia) e evangelizador em dois canais do YouTube, explicou como foi a obediência de São José e ofereceu conselhos sobre como imitar essa virtude na vida cotidiana.

Pe. Pulido baseou a sua reflexão no terceiro ponto da Carta Apostólica Patris corde (Coração do Pai), intitulada “Pai na obediência”.

O Papa Francisco escreveu a Patris corde pelos 150 anos da declaração de São José como o padroeiro da Igreja universal, e também convocou o Ano de São José de 8 de dezembro de 2020 a 8 de dezembro de 2021.

As oito chaves para ser obediente como São José são:

1. Exercitar a escuta da nossa consciência

Pe. Pulido disse à ACI Prensa, agência em espanhol do grupo ACI, que assim como “fez com a Santíssima Virgem Maria e com São José”, a todos “em seu momento Deus revela qual é a sua vontade”, e explicou que a forma como a comunica é através da consciência que nos deu. Porém, às vezes, as pessoas “fecham os olhos” e “acham difícil aceitar e acolher a vontade de Deus”.

“Deus nos fala por meio da nossa consciência todos os dias, mas se não fizermos esse exercício de escutá-la, nossa consciência passa despercebida e perdemos a oportunidade de escutar a vontade de Deus e poder obedecê-la”, afirmou e explicou como exercitar a consciência.

A primeira coisa a fazer é se interessar em saber o que é a consciência: “É o Sacrário onde Deus fala ao homem”, disse.

Depois, devemos receber catequese e fazer oração, porque “quando fazemos silêncio e meditamos, começamos a escutar a consciência. Quando começamos a rezar, fechamos a porta do barulho do mundo e nos abrimos a este lugar íntimo onde” Deus fala ao coração. Finalmente, é preciso seguir a “sugestão do Espírito Santo dentro de nós”, acrescentou.

2. Reconhecer que Deus nos revela a sua vontade na simplicidade

Pe. Pulido disse que é importante ter uma maior “atitude de fé” para aprender a ouvir e ver Deus nas coisas simples da vida como São José o fez. Explicou que embora o santo "pudesse ter exigido algo mais contundente para acreditar", como a aparição de um anjo como ocorreu com a Virgem Maria ou a aparição majestosa de Deus no Monte Sinai, ele acreditou em algo "simples e comum" como são os sonhos.

Explicou que "uma maneira muito natural de Deus se revelar aos israelitas" era por meio dos sonhos, embora hoje isso "não seja mais comum". O livro do Eclesiástico diz: “Tenham cuidado com os sonhos, porque muitos se perderam, mas sejam atentos porque alguns sonhos podem vir de Deus”, disse.

“Deus nos fala nas coisas simples ou comuns, não temos que esperar que aconteça algo grande”. Por exemplo, Deus nos fala em “um conselho que um amigo nos faz, um plano que eu tinha e que não deu certo; ou seja, coisas simples que parecem acidentes, mas não são”, disse.

“Parecia um acidente que quando Jesus ia nascer [José e Maria] tiveram que fazer esta viagem tão simples por causa de um censo", mas isso era parte fundamental do plano de Deus, disse. Animou a "ter mais fé" para poder reconhecer a sua vontade nos acontecimentos diários e saber “discernir” o que vem de Deus; ou seja, eleger o que não vai contra os meus valores ou de Deus.

3. Ser prontos e disponíveis para obedecer

“O Papa Francisco nos ensina como São José em quatro momentos concretos escuta a vontade de Deus por meio dos sonhos. No primeiro sonho Deus revela-lhe que não deve ter medo de tomar Maria por esposa, porque o Menino que carrega no ventre é obra do Espírito Santo”, disse.

“Depois, em outro sonho, Deus também o orienta a fugir para o Egito para que possam se livrar do perigo de morte para o Menino”, disse. Em seguida, diz a José que é hora de voltar a Nazaré e orienta-o para que volte "porque lá estarão mais seguros".

Nesse sentido, assegurou que “São José nos convida à prontidão. Nos quatro momentos, São José foi disponível para obedecer à vontade de Deus. Devemos ser como São José, prontos para a vontade de Deus e saber escutar essa vontade de Deus nas coisas simples da vida”.

4. Recordar que, obedecendo, deixamos Jesus crescer

Pe. Pulido recordou também que São José é um “grande exemplo de obediência para todos nós, cristãos, pela sua disponibilidade para obedecer à sua missão de pai adoptivo de Jesus”. Como propõe o Papa Francisco, São José é um pai exemplar "sendo pronto na obediência”, acrescentou.

“Todos nós somos chamados a imitar essas virtudes de São José, porque também fomos chamados a ser pais de Jesus. Cada vez que celebramos o Natal, Jesus se dá a nós, nasce em nossas casas, em nossos corações, mas não nasce grande” e “esse é o mistério do Deus Menino que entra em nossas vidas”, disse.

Nesse sentido, “a missão de todo cristão é cuidar e fazer crescer esse Menino. Como diz São João Batista: ‘Convém que Ele cresça e eu diminua’. Com essa virtude da obediência garantimos que Jesus, esse tesouro que carregamos em vasos de barro, estará seguro”.

5. Ser íntegros: obedecer a Deus e às leis civis

Pe. Pulido assinalou que “a obediência de São José é uma obediência íntegra, porque abrange a totalidade da existência: não só busca ser obediente a Deus, mas também obedece às autoridades civis”.

Explicou que “São José acolhe o censo que foi decretado para toda a região” e que “ao obedecer às autoridades civis, São José também faz a vontade de Deus, inclusive faz com que as profecias se cumpram”, como o nascimento de Jesus em Belém ou o retorno a Nazaré.

“São José nos oferece um exemplo de que a obediência deve ser integral em todos os aspectos da minha vida, não apenas nos aspectos da fé, mas em todos os aspectos civis, inclusive na amizade da vida cotidiana, pois a obediência deve estar tão profundamente enraizada no nosso coração que nos seja fácil obedecer a tudo o que nos é proposto na nossa vida cotidiana”.

“O plano de salvação está focado na obediência”, disse. "Uma definição simples de santidade é obedecer à vontade de Deus". Obediência é a rainha dentro das virtudes "que Deus quer dos cristãos", disse, e recomendou a leitura da vida dos santos que cultivam a obediência.

6. Recordar que ao obedecer somos precursores da fé

Pe. Pulido disse à ACI Prensa que “São José é proposto pelo Papa Francisco como aquele que educou Jesus na obediência”.

Por exemplo, disse que “podemos chegar a ouvir dos lábios de Jesus no Horto do Getsêmani: 'Pai, não se faça a minha vontade, mas a tua', porque Jesus aprendeu com seu Pai São José a obedecer. Ouvimos dos lábios de Jesus palavras como: ‘Meu alimento é fazer a vontade do Pai’; ou seja, obedecer. Aprendeu tudo isso em casa, também o aprendeu da Virgem”.

“Portanto, quando somos obedientes, não estamos apenas agradando a Deus, mas estamos educando aqueles que virão depois de nós. Somos precursores da fé para os nossos filhos e para os nossos amigos quando somos pessoas obedientes”, destacou.

7. Recordar sempre que ao obedecer voltamos ao Paraíso

Pe. Pulido disse que é importante e pode nos ajudar muito a desenvolver a virtude da obediência “recordar constantemente que quando obedecemos voltamos ao paraíso”.

Fomos expulsos do Paraíso "porque nossos primeiros pais desobedeceram", "mas quando um filho de Deus obedece, então voltamos ao Paraíso, estamos retornando a esse estado original em que Deus nos criou", disse.

Explicou que “os santos usaram frases curtas que deram força à sua vida. Às vezes uma jaculatória, às vezes um pensamento simples” que repetimos constantemente. Por exemplo, lembrou que quando São Paulo Miki e os mártires do Japão estavam morrendo, repetiam a jaculatória: "Jesus, Maria".

Para o Pe. Pulido, recordar que ao obedecer vamos ao paraíso “seria um pensamento simples para alimentar todos os dias e que nos ajudaria muito a obedecer”. Do mesmo modo, afirmou que qualquer pessoa também pode criar uma oração e sugeriu o seguinte: "Pai, faz-me obediente como o teu Filho."

8. Como desenvolver a virtude da obediência na família?

Por fim, Pe. Pulido recomendou duas chaves concretas às famílias para que possam desenvolver a virtude da obediência a partir dos papéis de esposos e filhos.

Quando Deus, através do anjo, diz a José: "Toma-a por esposa, porque [o Filho que carrega no ventre] é obra do Espírito Santo", São José "movido pelo amor que tem por sua esposa obedece a Deus imediatamente”, disse. O amor o move a não a denunciar ou repudiar, "apesar de tudo indicar que Maria o enganou", acrescentou.

Da mesma forma, “o amor forte do casal leva a obedecer facilmente a Deus e ao outro”, disse. “A relação de casal implica obedecer ao outro. Em muitos casos, trata-se do conselho ou sugestão que a esposa faz ao marido. Então, o que vai fazer os maridos obedecerem a Deus e viverem a obediência em casa? Que o amor seja forte”.

“Gostaria de convidar os casais a fortalecerem o amor para que obedecer seja muito fácil. Obedecemos facilmente a quem amamos muito, mas é difícil para nós obedecer a uma pessoa por quem não temos muito afeto. Portanto, cultivar o amor conjugal tornaria muito mais fácil obedecer”, disse ele.

No caso dos filhos, Pe. Pulido disse que é comum que lhes custe muito obedecer, por isso, disse que “o convite que São José nos faz é ser prontos. Às vezes, pensamos muito para obedecer e pensar e esperar muito dificulta a obediência. Como quem tem que se lançar na piscina para aprender a nadar, se você pensar muito nisso vai acabar se enchendo de medo e não conseguir”.

“Então, eu acho que para os filhos a prontidão ao obedecer é a chave. Os pais sabem bem o que estão pedindo e quando somos mais prontos e decididos a obedecer, vai ser mais fácil para nós (desenvolver esta virtude) que quando damos muitos rodeios e voltas para obedecer”, concluiu.

Publicado originalmente em ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Nathália Queiroz.

























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